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Chefe da Williams aponta nova postura da Fórmula 1 em relação aos ‘novatos’

Gestor da equipe britânica, James Vowles ponderou que hoje os jovens pilotos enfrentam grande dificuldade para ingressar na F1 em comparação com cinco anos atrás

James Vowles chefe da Williams
Imagem de James Vowles, chefe de equipe da Williams na Fórmula 1. (Crédito: Divulgação / Williams Racing)

James Vowles, chefe de equipe da Williams, debateu que nos dias atuais, os ‘novatos’ têm enfrentado um “estágio diferente” na Fórmula. Isso porque está cada vez mais difícil para os jovens pilotos entrar na modalidade, caso compare o modelo atual de recrutamento com o de alguns anos atrás.

Fórmula 1 se distancia de modelo de cinco anos atrás

“Antigamente – não sei como descrever os velhos tempos, há cinco anos, seis anos atrás – o que costumávamos fazer era cerca de 30.000 quilômetros de testes com um piloto antes mesmo de considerar colocá-lo no carro de corrida”, comparou Vowles no KTM Summer Grill, segundo o portal Speedcafe.

Para James, os jovens pilotos necessitam de tempo para se adaptarem à modalidade e entender as técnicas de manuseios dos carros. Além disso, os novatos se deparam com diversos outros fatores que são possíveis de ser extraídos apenas com a experiência nas pistas.

“Eles precisam de tempo e experiência suficientes para que possam explorar os limites. Porque o passo de qualquer outra série de automobilismo para esta é enorme”, prosseguiu o chefe de equipe da Williams na F1.

“Para colocar números, a F2 e até mesmo a Indy estariam cerca de 14 segundos atrás em um tempo de volta, então você está em um estágio diferente do que está experimentando aqui”, comparou as modalidades.

Na análise do chefe da Williams, entender o uso correto dos pneus requer tempo

Em seguida, o chefe de equipe da Williams ponderou que extrair o melhor dos pneus dos carros na Fórmula 1 não é uma tarefa fácil de ser compreendida em um espaço curto de tempo. Vale ressaltar que o uso correto dos pneus leva o piloto a ganhar segundos importantes em relação aos concorrentes.

“Leva tempo para os pilotos extrair tudo dos pneus. Apenas se concentrando nos pneus por um segundo, porque esse é o item predominante, está tentando colocar os quatro pneus dentro de alguns graus de sua temperatura ideal – a janela é de apenas quatro ou cinco graus”, explicou.

“O piloto tenta se concentrar nisso enquanto tenta manusear um carro a 300 quilômetros por hora em um circuito. É apenas um mundo diferente e leva um bom tempo”, concluiu.

Por fim, Vowles destacou a estreia de Logan Sargeant pela Williams em 2023. Nas semanas seguintes ao Grande Prêmio de Abu Dhabi, a marca de carros confirmou o jovem como companheiro de Alex Albon para 2024.

“Ele começou o ano realmente muito forte”, observou Vowles. “Eu acho, e eu disse o mesmo para ele, pode ter sido o desfazer dele um pouco também. Ele ficou talvez superconfiante de que isso iria ficar bem”, pontuou.

“Então você viu alguns outros aspectos de ser um novato”, ponderou o chefe de equipe da Williams sobre o jovem piloto.

“Assim que você pega algo [que] pode desestabilizar seus alicerces, você questiona tudo. Foi o que aconteceu na Arábia Saudita – volta apagada, o que não deveria ser um problema, tínhamos muito mais voltas para poder entrar, mas isso o desestabilizou”, comentou, usando Sargeant como parâmetro para as dificuldades enfrentadas por novatos na F1.

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Escrito por Luciano Ferreira

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