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F1 hoje: Wolff revela ‘missão parcial’ com permanência na Mercedes: “Vencer a Red Bull com Hamilton”

Na Mercedes desde 2013, Toto Wolff seguirá na chefia da equipe até o fim de 2026, sem cláusula de desempenho

Toto Wolff, Mercedes
Divulgação/Mercedes

A Mercedes anunciou a renovação do vínculo de Toto Wolff até o fim da temporada de 2026. O austríaco seguirá na direção da equipe na Fórmula 1 após chegar a um acordo com Jim Ratcliffe e Ola Källenius, outros dois acionistas do time.

Ao revelar um dos motivos de sua permanência na chefia da Mercedes, Toto Wolff destacou seu desejo de superar a Red Bull ao lado de Hamilton. O heptacampeão já havia renovado com a equipe de  Brackley no ano passado, quando estendeu seu vínculo até o final de 2025.

“Estou na Mercedes para derrotar a Red Bull com Lewis Hamilton. Aqueles que pilotaram no simulador nos disseram que o carro de 2024 não se parece com o carro dos últimos dois anos. Se dermos a Hamilton um bom carro em que ele possa confiar, ele pode voltar a ficar na frente de todos”, disse Wolff ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport. 

Sobre o piloto britânico, Wolff respondeu se acredita que ele pode conquistar o oitavo título da F1. Vale lembrar que se for campeão, Hamilton irá se isolar como maior campeão da história da categoria.

“A resposta é claramente sim, com letras maiúsculas. Há uma razão pela qual Lewis é um heptacampeão mundial e quebrou todos os recordes. Sua habilidade está em um nível diferente. Se formos capazes de lhe dar um carro que ele realmente sente, que se comporte de uma forma que ele possa confiar, ele estará no nível necessário para vencer o campeonato, e 39 anos não é uma idade que vai atrapalhar.”

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Toto Wolff chegou à Mercedes em 2013, mesmo ano em que Lewis Hamilton fez sua estreia pela equipe. Ou seja, Wolff foi um dos responsáveis pela era hegemônica da Mercedes entre 2014 e 2020. Nesse período, a equipe conquistou sete títulos mundiais – seis com Hamilton.

Vale lembrar que além de chefe do time, o austríaco também é um dos proprietários do time alemão, sendo detentor de 33% das ações da equipe. Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, Wolff falou sobre o assunto.

 “Acho que o mais importante entre nós três (acionistas) é que confiamos um no outro. No final das contas, como acionista, quero o melhor retorno do investimento, e o melhor retorno do investimento é vencer. Não vou me agarrar a uma posição que acho que outro fará melhor do que eu. Certifico-me de ter pessoas por perto para me dizerem o contrário. Nós três decidimos: ‘Vamos fazer de novo’”, disse.

Ademais, por fim, Wolff garantiu que nunca teve o cargo condicionado aos resultados conquistados pela equipe nas pistas. “Nunca tive uma cláusula de desempenho. Ou confiamos um no outro ou não. E estamos alinhados como acionistas.”

“Faço parte desta equipe em diversas funções. Sou coacionista. Faço parte do conselho. São coisas que não vão mudar, seja qual for o papel, executivo ou não executivo, que eu desempenhe. Mas me sinto bem. O risco para mim é sempre mais de aborrecimento do que de esgotamento. E é por isso que aceito os desafios que temos hoje, mesmo que às vezes pareçam muito, muito difíceis de serem administrados”, completou.

Danielle Barbosa

Escrito por Danielle Barbosa

Jornalista.

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