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Presidente da FIA se manifesta sobre investigação contra Horner e lamenta: “Prejudica o esporte”

Ben Sulayem descartou investigação imediata sobre caso contra chefe da Red Bull

Ben Sulayem, presidente da FIA
Foto: Divulgação/FIA

Após uma investigação de oito semanas, na qual a FIA não participou, a Red Bull anunciou, na última quarta-feira (28), que as acusações contra Christian Horner não foram aceitas. Segundo os austríacos, não existem evidências de qualquer irregularidade.

Inicialmente, a apuração ocorreu após uma funcionária da equipe austríaca denunciar Horner por comportamentos inadequados. Contudo, após a rejeição das acusações, e-mails anônimos chegaram a membros do alto escalão da Fórmula 1, incluindo chefes de equipes, da FIA e da FOM. Além disso, até alguns jornalistas receberam um suposto dossiê com documentos. Mesmo assim, até o momento a Red Bull não confirmou a veracidade desses e-mails.

Dessa forma, toda a situação envolvendo o chefe britânico tem ofuscado o início da nova temporada da F1. Isso, inclusive, tem causado muita preocupação nos comandantes da categoria e da FIA. Assim, Horner se reuniu com o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, e Ben Sulayem, presidente da FIA, antes dos treinos qualificatórios do GP de Bahrein na sexta-feira (1).

Curiosamente, nenhuma das partes se manifestou sobre essa reunião. No entanto, em entrevista ao Financial Times, Sulayem deixou claro que FIA não deve se precipitar. Ele também afirmou que analisaria as reclamações e disse que todo o caso não é algo positivo para a principal categoria do automobilismo.

“Isso está prejudicando o esporte. Estamos no início da temporada. A F1 está se tornando muito popular. Precisamos apenas aproveitar o início da temporada. Olhe para a competição. Por que ofuscamos isso com negatividade?”, comentou o presidente.

Zak Brown pede intervenção da FIA

Diferentemente do esperado, a Red Bull não foi transparente sobre os resultados de sua investigação. Desse modo, os austríacos não chegaram nem a explicar o motivo para rejeitarem as acusações. Isso acabou gerando suspeitas por parte de grandes nomes envolvidos com a Fórmula 1.

Um destes é Zak Brown, CEO da McLaren, que afirmou que a situação não é boa para a categoria, pedindo uma intervenção da FIA.

“Eu li a declaração. Pelo que tenho visto, continua tendo muitos rumores e especulações. Acho que o órgão sancionador tem responsabilidade e autoridade com o nosso esporte, com os nossos torcedores. Acho que todos nós na F1 somos embaixadores do esporte dentro e fora das pistas e por isso acho que eles precisam ter certeza de que as coisas foram totalmente transparentes”, salientou Brown.

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