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Fórmula 1: Russell e Alonso divergem sobre acidente no GP da Austrália

Fernando Alonso e George Russell, pilotos da Fórmula 1
Alonso e Russell disputam posição em prova da Fórmula 1 (foto: transmissão/F1)

A Fórmula 1 recomeça nesta quinta (4) com o Grande Prêmio do Japão. No entanto, a corrida anterior, o GP da Austrália, segue como tema. Em entrevista coletiva, os pilotos George Russell e Fernando Alonso comentaram o acidente em que se envolveram, nas voltas finais da etapa. 

No lance, o espanhol freou para se manter na pista e seguir à frente. Entretanto, o britânico se surpreendeu e, logo depois, perdeu o controle do carro. O perigo resultou em punição. Alonso perdeu 20 segundos e caiu para o 8° lugar.

“Acho que foi uma situação bem estranha. Eu fui totalmente surpreendido. Na verdade, eu estava olhando para o volante, fazendo uma mudança na reta, o que todos nós fazemos durante a volta”, iniciou Russell. 

“Quando olhei para cima, estava na caixa de câmbio de Fernando Alonso e já era tarde demais. A próxima coisa que lembro é estar encurralado”, acrescentou. 

O competidor da Mercedes defendeu que a punição aplicada foi uma decisão correta.

“Abriria um precedente para o restante da temporada e para os campeonatos de base, ou seja, seria permitido frear nas retas? Tem permissão para desacelerar, mudar de marcha e fazer algo semi-errático”, questionou. 

Russell garantiu que não tem nada pessoal contra Fernando Alonso. “Provavelmente houve maiores consequências do que deveria, mas se não fosse penalizado, poderia simplesmente frear no meio da reta? Não tenho mais nada a dizer”, reforçou. 

O britânico também disse que se encontrou com o espanhol bicampeão da Fórmula 1 depois da corrida. De acordo com o Russell, a reunião foi tranquila. 

“Ele não pagou meu café. Acho que isso era o mínimo que poderia acontecer. Mas como eu disse: agora é história”, brincou.

Fernando Alonso também falou sobre o acidente. O competidor da Aston Martin discordou da punição. 

“Acho que foi algo único e nunca mais se repetirá. Eu aceito. Enfrentei alguns desses na minha carreira. A FIA vai tentar explicar e dar orientações, mas acho que será difícil concordar. O total é 20 pilotos e somos todos diferentes”, declarou. 

“Mas eles têm o poder de decidir e temos que aceitar. Não há nada a fazer. Naturalmente, não faz sentido voltar e discutir. Vamos seguir em frente”, concluiu o piloto duas vezes campeão da Fórmula 1.

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